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    Rota do Caminho
    de Torres em Felgueiras

    Rota do Caminho de Torres em Felgueiras

    O caminho é pleno de singular beleza e carga histórica. Venha percorrer os troços da velha via romana e conhecer vários monumentos que fazem parte da nossa história e da identidade de Felgueiras. Antes de seguir para Guimarães – berço da nacionalidade, aprecie o famoso Pão de Ló de Margaride, o Bacalhau à Felgueiras e a frescura e intensidade dos nossos Vinhos Verdes. Fique alojado(a) no conforto do nosso alojamento e compre o nosso artesanato.  

    Partindo de Borba de Godim, na Lixa, a caminhada começa junto a um magnífico terroir. Continua-se entre vinhas percorrendo a Quinta do Paço (sec. XIV), subindo em direção ao interessante centro histórico da Lixa, onde vai admirar, entre outro património setecentista, a Casa do Dr. Leonardo Coimbra (ilustre filósofo, professor e político) que nela nasceu em 1883, bem como a Capela de St. º António (séc. XVII-XVIII), num largo onde convergem várias vias, sendo que na principal, por onde se segue, será o traçado da antiga via romana até à Espiúca. Ao dirigirmo-nos para Caramos deambulamos por um pequeno traçado de via romana preservada que ligava a Espiúca a Mouta. Chega-se ao Mosteiro de Caramos (fundado no séc. XII – MIP), que terá tido um papel fundamental no acolhimento de peregrinos, subindo uma calçada medieval que unia a cerca do mosteiro à via romana que ligava Borba de Godim à Ponte do Arco – Vila Fria. Tanto a igreja do mosteiro, como a via crucis (IIP) de Caramos motivam a sua visita. Segue-se para Margaride, passando por Moure onde se encontra o cruzeiro mais antigo do concelho de Felgueiras, edificado em 1607.  

    Já no interessante centro histórico de Felgueiras contempla-se património, de finais do séc. XIX e início do séc. XX, que reflete um novo estilo arquitetónico onde o Romantismo e a Arte Nova se misturam. Chega-se à Casa das Torres, um belo palacete de arquitetura Brasileira, onde se carimba a credencial de peregrino. Do outro lado da rua avista-se e admira-se o antigo Teatro Fonseca Moreira, hoje Casa das Artes de Felgueiras. Daqui tem acesso a Santa Quitéria. Não integra o caminho, mas subir o monte para ir lá ouvir missa, antes se seguir para Pombeiro, foi a opção do peregrino João Valente, em 1723. Da Casa das Torres segue caminho e impõe-se a visita à Casa Museu e Fabrica de Pão de Ló de Margaride. Segue-se à direita para a Igreja Matriz de Margaride.  

    Começa a descida para o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro (MN), um dos mais importantes vínculos históricos do Caminho de Torres, fundamental no acolhimento de peregrinos, e uma grande referência da Rota do Românico. Avança-se em direção à aldeia do Burgo, caminhando pela antiga via romana onde sobressai o Paço de Pombeiro (MIP) a entrada, e mais adiante a Casa das Portas (solar Barroco do séc. XVIII) da família do escritor Manuel Faria e Sousa. Chega-se, por fim, descendo a bela calçada romana do Arco, à Ponte do Arco, de filiação romana, que faz a passagem do Caminho de Torres, sobre o rio Vizela, para Guimarães.  

    Venha experimentar, saborear e sentir… Felgueiras!  

    Ficha técnica do Caminho de Torres em Felgueiras: 16,9 Km/ 3h30-4h/Dificuldade Baixa/Início do caminho: Borba de Godim GPS: 41.318790, -8.123409 / Fim: Ponte Romana do Arco, Vila Fria GPS: 41.394582, -8.230393  

    O Caminho de torres é uma das rotas que une Salamanca a Santiago de Compostela, com cerca de 600 km e 24 etapas, juntando as localidades importantes, entre as quais Felgueiras, para o imaginário medieval jacobeu. O Caminho de Torres em Felgueiras tem uma extensão de 16.9 km, e abrange as seguintes freguesias: Borba de Godim, Macieira da Lixa, Vila Cova da Lixa, Caramos, Moure, S. Jorge de Várzea, Refontoura, Margaride, Lagares, Pombeiro e Vila Fria. 

    As primeiras referências documentais aos caminhos de Santiago em territórios de Felgueiras remontam ao século XII. No testamento de D. Mendes Sousa e sua mulher D. Urraca Sanches, datado de 1179, deixam uma torre que aqui possuíam para ser transformada em albergaria e hospício para os peregrinos que iam a caminho de Santiago. 

    Cerca de seis séculos depois da primeira referência documental a peregrinos de Santiago em Felgueiras, no primeiro quartel do século XVIII, conhecemos o itinerário de João Valente, peregrino oriundo de Marco de Canaveses, que nos deixa uma curiosa narração da sua passagem por Felgueiras:”… Na manham seguinte, 26, fomos continuando nossa viagem, passando pela Vila da Lixa, fomo fazer Romaria, e ouvir Missa á Capella de S.ta Quitteria em cujo cittio tomamos alguã refeisam para o caminho e vendo com miudeza a nobre fábrica do seu sunttuozo edeficio, desemos costa abaixo entre o Rio de Pombeiro onde descansamos…”. 

    Em 1737, Diego de Torres Villarroel percorreu as antigas estradas medievais que ligavam Salamanca a Santiago de Compostela durante cinco meses, tendo atravessado o território felgueirense. A peregrinação deste famoso escritor terá sido eternizado no seu romance jocoso poético “ Peregrinación al glorioso Apóstol Santiago de Galicia”, onde descreve os lugares por onde passou e pernoitou. Embora a passagem por Felgueiras não seja de todo pormenorizada, acredita-se que se terá deslocado pela velha via romana entre Borba de Godim e a Ponte Romana de Vila Fria na sua passagem de Amarante para Guimarães. A notoriedade deste ilustre peregrino terá dado nome a este itinerário, Caminho de Torres.

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    Felgueiras

    Rota do Caminho de Torres